Os Papiros de Oxirrinco

Os Papiros de Oxirrinco (ou Oxyrhynchus Papyri) são um grupo de manuscritos, a maioria em papiro, descoberto por arqueólogos num antigo depósito de lixo perto de Oxirrinco no Egito (28° 32' 09" N 30° 39' 19" E, moderna el-Bahnasa). Os manuscritos datam dos séculos I ao VI dC e incluem milhares de documentos em grego e em latim, cartas e obras literárias. Também encontraram alguns poucos manuscritos em papel velino e em uns textos em árabe em papel (por exemplo, o P. Oxy. VI 1006, medieval).

Os papiros da coleção foram dispersos e estão atualmente alojados pelo mundo todo. Uma quantidade substancial encontra-se no Ashmolean Museum na Universidade de Oxford. Os papiros desta coleção são geralmente referenciados como P. Oxy ou POXY.

Entre os textos encontrados em Oxirrinco, estavam fragmentos de primitivos Evangelhos não-canônicos, Oxirrinco 840 (século III dC) e Oxirrinco 1224 (século IV dC). Também foram preservados partes de muitos livros do Novo e Antigo Testamento, assim como obras apócrifas, tratados dos Pais da Igreja (Ireneu de Lyon, por exemplo). Além disso, há também numerosos hinos, orações e cartas dos primeiros anos do Cristianismo.

Todos os manuscritos classificados como "teológicos" entre os Papiros de Oxirrinco estão listados mais abaixo. Uns poucos que pertencem a múltiplos gêneros ou cujo gênero não esteja consistentemente tratado nos volumes dos Papiros também foram incluídos. Por exemplo, a citação do Salmo 90 (P. Oxy. XVI 1928) associada com um amuleto foi classificado de acordo com o seu gênero primário como "texto mágico", embora esteja incluído aqui entre os textos do Antigo Testamento.

Antigo Testamento

A Bíblia hebraica foi traduzida para o grego entre os séculos III e I aC. Esta tradução, chamada Septuaginta (abreviada "LXX", ambos significando 70 em latim) por ser uma tradução compilada por 72 escribas judeus em Alexandria, no Egito. Ela é citada no Novo Testamento e é encontrada encadernada junto com ele nos códices unciais Codex Sinaiticus (ALEF), Codex Alexandrinus (A) e o Codex Vaticanus (B).

Novo Testamento

Os Papiros de Oxirrinco nos deram os mais números subgrupo de cópias primitivas do Novo Testamento. São porções sobreviventes de Códices escritos em grego uncial em papiros. Os primeiros foram escavados por Bernard Pyne Grenfell e Arthur Surridge Hunt em Oxirrinco, no Egito, início do século XX. Dos 124 Papiros do Novo Testamento, 50 (40%) são de Oxirrinco.

O mais antigo é datado no início do século II dC, portanto foram copiados no período de aproximadamente um século após os documentos originais do Novo Testamento terem sido escritos Grenfell e Hunt descobriram o primeiro papiro do Novo Testamento logo no segundo dia de escavação durante o inverno de 1896-97. Esta, assim como outras descobertas iniciais, foi publicada em 1898 no primeiro dos agora setenta volumes do trabalho, Os Papiros de Oxirrinco (The Oxyrhynchus Papyri no original).

A coleção dos Papiros de Oxirrinco contém por volta de 20 manuscritos apócrifos, trabalhos do Cristianismo primitivo que se apresentaram como livros canônicos, mas que eventualmente não foram aprovados como tal pela ortodoxia, muitos deles Gnósticos. Entre eles estão incluídos o Evangelho de Tomé, o Evangelho de Maria, Evangelho de Pedro, Proto-Evangelho de Tiago, o Pastor de Hermas e o Didaquê. Também foram encontrados alguns manuscritos com evangelhos desconhecidos (chamados Evangelhos de Oxirrinco).

Os três manuscritos de Tomé representam a única cópia em grego deste trabalho, sendo a outra uma versão em copta num manuscrito encontrado na Biblioteca de Nag Hammadi. P. Oxy. 4706, um manuscrito do Pastor de Hermas é notável por causa de duas seções: Visões e Mandamentos, que se acreditava que circulassem com frequência de forma independente, foram encontrados no mesmo rolo.


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